O ex-prefeito de Londres e principal líder da campanha para o Reino Unido deixar a União Europeia, Boris Johnson, anunciou nesta quinta-feira que não vai concorrer ao cargo de primeiro-ministro britânico. Em discurso para a imprensa, que aguardava o anúncio de sua candidatura, Johnson surpreendeu a todos e vetou sua participação.

“Não vou me candidatar à liderança do Tory [Conservadores]. Consultei amigos e, tendo em vista as circunstâncias do Parlamento, concluí que essa pessoa não pode ser eu. Uma economia não pode ser baseada só no mercado único, mas quero um capitalismo mais justo para aqueles que são esquecidos”, disse Johnson.

Johnson era considerado favorito ao cargo de David Cameron, que anunciou sua saída poucas horas após a vitória da campanha do Leave no referendo. À época, Cameron anunciou sua saída num prazo de três meses, para que as negociações e decisões sobre o futuro do Reino Unido ficassem a cargo de seu sucessor como líder do Partido Conservador. Quem ocupará o deve se tornar primeiro-ministro automaticamente, sem depender de eleições, embora possa vir a convocá-las mais tarde.

A definição que o novo líder deveria ser escolhido até o dia 2 de setembro para que seja empossado no dia nove do mesmo mês, fez com que os nomes dos concorrentes fosse divulgado até o meio-dia desta quinta-feira. São cinco deputados do Partido Conservador, quatro deles membros do Governo. Os 330 deputados do partido terão a missão de escolher dois nomes entre os cinco para que os militantes do partido definam o líder.

Com o veto de Johnson, os cinco candidatos são: Theresa May (Ministra do Interior desde 2010); Michael Gove (Ministro da Justiça); Stephen Crabb (Ministro do Trabalho e das Pensões); Liam Fox (ex-ministro da Defesa) e Andrea Leadsom (secretária de Estado da Energia).

 

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