A reunião de quarta-feira no Parlamento Europeu foi histórica. Não tanto pelas decisões tomadas, mas pelo fato de ter sido a primeira vez em 40 anos que os líderes dos países que pertencem ao grupo se reuniram sem o Reino Unido. Tal encontro, considerado informal, serviu para traçar planos sobre como reagir à iminente saída dos britânicos do bloco, ainda que eles sigam fazendo parte da União Europeia.

No encontro, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, foi direto: “Não há acesso ao mercado interno à la carte“. Ou seja, se o Reino Unido pretende ter acesso na UE, terá terá de implementar as quatros liberdades fundamentais da União, incluindo a livre circulação de pessoas. As outras três são: livre circulação de capital, serviço e produtos.

Um dia antes, na terça-feira, o primeiro-ministro britânico David Cameron, que já anunciou sua renúncia, explicou aos seus parceiros que foi o receio de um “fluxo migratório massivo” por parte do eleitorado que levou à vitória do “Brexit” no referendo.

No dia 16 de setembro os 27 países voltam a se reunir, desta vez em Bratislava, na Eslováquia, para discutir o futuro da União Europeia sem o Reino Unido. Mais uma vez, os britânicos não estarão presentes. A intenção dos líderes é articular o bloco até que o Reino Unido peça a ativação do artigo 50 do Tratado de Lisboa, que regula o desligamento de um país-membro.

 

Com agências internacionais

 

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