A Corte Europeia de Direitos Humanos anunciou nesta quarta-feira que o Reino Unido não foi omisso ao apurar o assassinato do brasileiro Jean Charles de Menezes. O mineiro foi morto com sete tiros na cabeça em 2005 na estação de metrô de Stockwell ao ser confundido com um terrorista que a polícia buscava após os atentados ocorridos no mês de julho na capital inglesa. O Tribunal de Estrasburgo decidiu que os britânicos não violaram direitos ao não processar criminalmente nenhum policial envolvido no assassinato. A decisão dos juízes foi de 13 votos a quatro.

Relembre o caso

Em 7 de julho de 2005, 56 pessoas morreram e centenas ficaram feridas após uma série de atentados em estações do metrô e em um ônibus em Londres. Duas semanas depois, novas tentativas de atentados foram realizadas sem sucesso. Num dos materiais encontrados pela polícia estava uma identificação de Osman Hussain, que estava morando no mesmo prédio de Jean Charles.

No dia 22 de julho de 2005, quem a polícia procurava era justamente o etíope naturalizado britânico Osman Hussain. Ele havia participado da tentativa do segundo atentado no dia anterior. Jean foi confundido com o etíope e morto pela polícia. Hussain foi preso dias depois em Roma e extraditado para o Reino Unido.