Viver em Londres requer algumas decisões muito importantes.

No início de tudo, quando ainda estamos no Brasil e Londres não passa de uma ideia, temos pensamentos iniciais de ganhar um dinheiro, de morar num outro país, de aprender um novo idioma, de se sentir um cidadão do mundo e fazer inúmeras viagens.

Londres vai bem além disso… na ânsia de fazer tudo diferente ou começar novos planos num país de primeiro mundo, onde muita coisa se diferencia do nosso Brasil, acabamos esquecendo que dificuldades, derrotas, dias tenebrosos, frustações e até mesmo algumas crises também podem e são normais de acontecerem.

É importante a troca de ideia com pessoas que já tiveram algum tipo de experiência, escutar os exemplos de quem já “ralou” ou continua “ralando”, numa terra onde o frio predomina, onde o egoísmo é bem notório às vezes e onde o sonho da independência financeira não passa de uma mera utopia.

Isso não é ter uma visão pessimista da terra da rainha e sim, fazer com que as pessoas tenham mais norte ao decidir onde amarrar o seu barco por um certo tempo.

Já vi exemplos de pessoas que se deram muito bem por aqui, na mesma proporção que vi certas aflições que poderiam ter sido evitadas por uma simples questão  de planejamento. Eu mesmo sou exemplo vivo disso. Em determinado momento da minha jornada, aqui tive que dar alguns passos pra trás para reiniciar algo construtivo. Para que você tenha uma ideia, já fiquei desempregado em Londres por um bom tempo quando cheguei, já estive trabalhando numa pia de restaurante por algum tempo, já descasquei enormes baldes de batatas e cebolas (odeio cebola) e já trabalhei com instalação de sistemas de aquecimentos… Isso depois de um ano e meio ao meio de um turbilhão que não pára um só instante de girar. Dirigia uma van para cima e para baixo para levar aos ingleses o que procuramos o tempo todo aqui: nos aquecer. Poderia tecer uma série de outros exemplos, mas por que não comecar com o meu próprio.

Em breve procuro escrever algo sobre o assunto e aprofundar em quais tipo de “crises” podemos entrar em Londres, fato este que mencionei no início desse depoimento.

Mas é extremamente confortante, depois de horas de trabalho duro, dar uma volta pelos parques da cidade e ver a beleza da natureza parecer te recompensar pelos dias labutosos e cansativos, ou então tomar uma “pint” num “pub” londrino em dias de jogos do Brasil, ou até mesmo entrar pelos museus majestosos e entender como tudo isso começou, apreciar uma bela tela, dar voltas a esmo de bicicleta, ou…

Me coloco à disposição para maiores questionamentos e esclarecimentos.

Texto de RÉGIS PONTE

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Depois de sua experiência em Londres, Régis Ponte publicou um livro sobre toda sua trajetória na terra da rainha.

Para conhecer mais sobre sua obra, curta a página do Livro “Em Londres, Comigo!” no facebook: facebook.com/emlondrescomigo