Em poucas horas, uma decisão histórica será tomada. Depois de muita ansiedade, discussão e polêmica, os britânicos estão decidindo agora se o Reino Unido vai continuar fazendo parte da União Europeia (UE) ou romperá com o bloco depois de 43 anos de parceria – o chamado Brexit.

Em quatro pesquisas feitas um pouco antes do plebiscito houve empate técnico. Porém, há uma pequena diferença que aponta para a saída da União Europeia. Quais seriam algumas das consequências dessa saída?

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Efeitos da decisão final

O que pode ocorrer é que o mercado financeiro inglês tenha baixas, e que o primeiro ministro britânico David Cameron não consiga manter seu cargo.

Porém, se o resultado final for de permanência, a cúpula do governo inglês vai precisar encarar o clima de desconfiança generalizado da população em relação à UE.

Recentemente, a parlamentar Jo Cox foi assassinada em Birstall, West Yorkshire, por defender a ideia de permanência no bloco europeu. Palavras de ordem foram ditas por um ativista em frente ao Parlamento enquanto flores eram colocadas em memória de Cox.

A mídia se embrenhou nos movimentos pró e contra Brexit. Exemplos disso se viram nas estações do metrô inglês, quando se fazia distribuição gratuita do jornal “Evening Standard”, pedindo-se logo na página inicial apoio ao Remain. Porém, os populares tabloides “Daily Express” e “The Sun” apresentavam uma mensagem bem diferente disso.

O que dizem as figuras-chave do governo inglês e de outros poderes governamentais que se interessam pela decisão?

‘A participação britânica na UE é importantíssima para combater o terrorismo e a imigração ilegal’. – Secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg.

“Podemos votar por uma mudança real, devolvendo o poder ao povo, e retomar o controle de nosso país, nossas fronteiras, nosso orgulho e amor-próprio.”Nigel Farage, líder do Partido pela Independência do Reino Unido (Ukip), de extrema-direita.

“Se eu precisasse resumir a campanha em uma palavra, a que eu usaria seria “juntos”. Juntos enfrentaremos o terrorismo e as mudanças climáticas, melhoraremos a economia e seremos mais capazes de conduzir bons acordos comerciais.” David Cameron, em Bristol.

“Não vai haver nenhuma renegociação. Ele (Cameron) teve o máximo que poderia receber, e demos o máximo que poderíamos dar.”Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia.

Para aumentar as chamas da ansiedade pelo resultado, mas de 1.300 líderes de diversos ramos empresariais, incluindo mais de 50 grandes empresas do UK já deram o seu recado, dizendo que haverá choque na economia do reino Unido. Com um sentimento contrário, defendendo a saída do bloco, cerca de 100 grandes empresários enviaram uma carta aberta ao “The Sun” promovendo a ideia de que a saída da UE é fundamental.

Em algumas horas teremos o resultado de toda essa ânsia pela resposta: o Reino Unido sairá ou não da União Europeia?

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