Em reunião realizada no último domingo pelo G20, na China, os Ministros das Finanças conversaram sobre os riscos que o Brexit trará à economia mundial. O Ministro chinês Lou Jiwei, leu um comunicado final do evento, que, em partes, dizia que os países que fazem parte da União Europeia “estão bem posicionados para fazer frente de maneira proativa às eventuais repercussões econômicas e financeiras do Brexit”.

G20

No último domingo , o G20 se reuniu para debater sobre os riscos que o Brexit trará à economia mundial

 

Motivo da reunião do G20

Após o plebiscito ter definido o Brexit como decisão do povo britânico, a reunião do G20 foi marcada como ponto de encontro para conversas envolvendo essa época de transição. Uma das pautas da reunião envolveu a aparente demora das negociações entre o Reino Unido e Bruxelas para a efetivação do Brexit. Esse foi o último evento antes da cúpula do grupo de potências industrializadas e emergentes, que está previsto para o mês de setembro em Hangzhou, também na China.

Na última semana o Fundo Monetário Internacional (FMI) rebaixou suas previsões de crescimento do PIB mundial, por causa dos novos riscos; entre eles o Brexit e o acentuado aumento de atentados recentes.

 

Mais efeitos na economia mundial

O relatório do organismo financeiro internacional, que rebaixou suas previsões de crescimento do PIB mundial a 3,1% em 2016 e 3,4% em 2017, alertou: “O Brexit representa um importante risco de recaída da economia mundial.”

Em sua reunião de fevereiro, o G20 já havia prometido buscar “todos os instrumentos” possíveis para estimular o crescimento da economia mundial.

Além disso, o FMI solicitou no sábado aos países ricos do G20, que aumentem o gasto público com infraestrutura, uma política que é rejeitada pelo governo alemão, defensor de “reformas estruturais” para conter os déficits públicos.

O G20 é formado pelos países industrializados do G7 (EUA, Alemanha, França, Reino Unido, Japão, Canadá e Italia), os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e outros emergentes (Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Coreia do Sul, Indonésia, México e Turquia), além de uma representação da União Europeia.

As colocações dos diversos ministros do G20 mostram que o Brexit ainda poderá ter efeitos inesperados na economia.

 

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