Em 55 a.C o exército romano de Júlio César invadiu a Inglaterra, desembarcou em Kent e marchou para noroeste até alcançar o rio Tâmisa, onde hoje está Southwark. Poucas tribos habitavam a margem oposta e não existia nenhum povoamento importante. No entanto, na época da segunda invasão romana, 88 anos depois, um pequeno porto e uma comunidade mercantil haviam se estabelecido ali. Os romanos construíram uma ponte sobre o rio e ergueram sua sede administrativa na margem norte, chamando-a de Londinium – uma versão do seu velho nome celta.

LONDRES COMO CAPITAL

Londres logo se tornou a maior cidade da Inglaterra e na época da invasão normanda de 1066 foi escolhida para capital. A povoação se estendeu além da cidade murada, que foi completamente destruída pelo Grande Incêndio de 1666. A reconstrução após o incêndio deu origem à área que hoje é conhecida como a City. No século 18, Londres abarcou os povoados à sua volta, incluindo a cidade real de Westminster, por muito tempo o centro religioso e político de Londres. O grande crescimento do comércio e da indústria durante os séculos 18 e 19 fizeram de Londres a maior e mais rica cidade do mundo, criando uma classe média próspera, responsável pela construção de belas residências que ainda adornam muitas partes da cidade. A perspectiva de riqueza também atraiu milhões de pessoas menos favorecidas do campo e de fora do país. Amontoaram-se em moradias insalubres, muitas a leste da City, empregando-se nas docas.

No fim do século 19, 4,5 milhões de pessoas moravam em Londres e outros 4 milhões em áreas próximas. O bombardeio durante a Segunda Guerra Mundial devastou muitas áreas centrais e exigiu uma reconstrução enorme na segunda metade do século 20, quando as docas e indústrias da era vitoriana desapareceram.