Turistas britânicos poderão ter que pagar por vistos para entrar na Europa continental. É o que sugeriu a Ministra do Interior, Amber Rudd, ao canal BBC durante o final de semana. No momento, os britânicos podem viajar para os países do espaço Schengen, incluindo destinos populares de férias, como França, Espanha, Itália, Grécia e Portugal, sem visto – mas isso tudo pode mudar como resultado do Brexit.

Atualmente, um visto para quem não pertence à Comunidade Europeia e que deseja visitar a zona Schengen custa £50. Acredita-se agora que um custo semelhante será implementado para os turistas britânicos. “Eu não acho que é particularmente desejável, mas não podemos descartar (a ideia), porque temos de permitir uma mão livre para conseguirmos a melhor negociação”.

Rudd disse ainda que a medida pode ser retaliada pelos britânicos, com a criação de um sistema semelhante caso os cidadãos sejam obrigados a pagar pelo visto europeu.

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De acordo com a ministra, Reino Unido poderá retaliar decisão caso a taxa seja confirmada

Permissão de trabalho

A ministra disse à BBC que avaliava um sistema de permissão de trabalho para controlar a imigração da União Europeia, respondendo à demanda de eleitores que votaram a favor do Brexit por um controle de fronteiras mais rigoroso. “O que buscamos é como podemos obter o melhor para a economia, levando os números para baixo, mas protegendo as pessoas que realmente agregam valor à economia”, disse.

Embora as negociações formais sobre a saída da UE ainda precisem começar, o Reino Unido tem buscado uma forma de satisfazer os que apoiaram a investida porque desejavam a redução da imigração e o fim da abertura das fronteiras com o bloco. Ao mesmo tempo, o governo também pondera as necessidades de uma economia na qual alguns setores dependem de mão de obra estrangeira.

Atualmente, o Reino Unido possui um sistema de visto para os que não são de países do bloco europeu, mas, de acordo com as normas da UE, cidadãos de dentro do bloco de 28 países são livres para viver e trabalhar no Reino Unido.

 

Com agências internacionais