A BBC e o jornal The Times afirmam nesta terça-feira que o governo britânico segue sem um plano para deixar a União Europeia. De acordo com as publicações, a estratégia para o Brexit pode não ser detalhada nos próximos seis meses. O relatório da BBC detalha que ainda não existe uma estratégia “por causa das divisões dentro do Governo” de Theresa May.

Os jornais tiveram acesso ao documento, desenvolvido no dia sete de novembro por uma consultora externa para o executivo da primeira-ministra Theresa May. Os grupos divididos estariam dificultando as negociações da saída do Reino Unido da União Europeia.

De acordo com o documento, as soluções apresentadas pela primeira-ministra britânica para a saída do Reino Unido da União Europeia, decidida pelo “sim” do referendo realizado em 23 de junho são “insustentáveis”. Além disso, há uma denúncia para a tendência de se centralizar todas as decisões relativas do “Brexit”.

O Times fala das duas forças contrárias no governo britânico. De um lado estará Boris Johnson, chefe da diplomacia britânica e David Davis, responsável pelos negócios internacionais, e, do outro, o chanceler Philip Hammond e Greg Clark, com a pasta das empresas.

De acordo com os dados, todos os departamentos desenvolveram uma análise sobre os impactos que o “Brexit” podem trazer e definiram os planos para agir no pior cenário. O mesmo relatório cita também a pressão dos grandes grupos econômicos sobre o governo britânico, para assegurar que recebem o mesmo tipo de garantias que foram concedidas à japonesa Nissan, de que não sofrerá impacto com o “Brexit”.

Confrontado com a publicação do documento, o porta-voz do governo britânico respondeu apenas que o executivo de Theresa May está focado “na tarefa de concretizar o ‘Brexit’ com sucesso”. “Não é um relatório do Governo e não reconhecemos as afirmações feitas nele”.

Investimento de 15 bilhões

O governo britânico vai investir 15 bilhões de libras (quase 18 bilhões de dólares) em redes de transporte e indústrias de alta tecnologia para reforçar a economia do país em meio à turbulência econômica causada pela decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia. O ministro britânico das Finanças, Philip Hammond, deverá financiar vários projetos de infraestrutura, em pequena escala, em todo o país e investir o montante em vários programas, tendo como objetivo principal impulsionar o crescimento econômico depois do Brexit, disse a emissora Sky News.

Segundo a emissora, o objetivo é baseado no estímulo dos setores de infraestrutura, tecnologia e ciência para criação de ocupações mais bem pagas e altamente qualificadas. Em outubro, Hammond comunicou que a economia britânica passaria por um período de incerteza depois da saída da União Europeia.

 

Com agências internacionais