O Escritório para Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês) divulgou nesta quarta-feira os números sobre desemprego no Reino Unido. A taxa de pessoas sem emprego manteve-se em 4,9% no trimestre até setembro, continuando assim no menor nível desde o terceiro trimestre de 2005. O número veio conforme esperado pelos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal.

Segundo o escritório, a taxa de pessoas empregadas segue em nível recorde, de 74,5%. São 31.8 milhões de empregados. Nos três últimos meses até agosto, o número de mulheres empregadas ou procurando emprego chegou a 73.4%, maior nível desde 1971.

No trimestre até agosto, o número de desempregados no Reino Unido subiu 10 mil, atingindo 1.66 milhão. Apesar disso, Nick Palmer, da ONS, afirma que o número é acompanhado de mais pessoas buscando trabalho. O número de pedidos de auxílio-desemprego subiu 700 em setembro (dado mais atualizado), após ajustes, bem abaixo da previsão de 5 mil dos economistas.

“Ainda há muita coisa a ser feita, especialmente no que diz respeito à incentivar os jovens a buscar emprego”, afirmou à BBC o ministro do trabalho Damian Hinds.

O quadro mostra que, ao menos por enquanto, há poucos sinais de que as empresas estejam recuando em resposta à incerteza criada pelo voto popular de junho pela saída do Reino Unido da União Europeia.

Contudo, Howard Archer, economista-chefe do Reino Unido na IHS Markit, disse que algumas “rachaduras estão aparecendo”, uma vez que o crescimento de empregos caiu para 106 mil, em comparação com os 174 mil empregos adicionados nos três meses até julho.

Inflação sobe no Reino Unido

Ainda segundo o ONS, o aumento dos preços no Reino Unido atingiu 1% em termos anuais em setembro. Trata-se do valor mais alto e da maior subida mensal desde novembro de 2014. O aumento da inflação deve-se ao aumento dos preços de roupas, restaurantes, diárias em hotéis e à estabilização do preço dos combustíveis.

Os economistas esperavam uma taxa de 0,9% em setembro, em comparação com agosto. No final de 20015, a inflação praticamente não existia de acordo com o órgão britânico. Entre janeiro e maio manteve-se, mais ou menos, estável nos 0,3%. Desde a vitória do Brexit, em final de junho, a inflação acelerou. Em agosto estava nos 0,6%.

No entanto, o gabinete de estatísticas recusa fazer uma “ligação direta” entre o aumento da inflação e a desvalorização da libra. Desde junho, a moeda britânica perdeu 20% do valor frente ao dólar e 16% em relação ao euro.

 

Com agências internacionais