O ministro de Finanças do Reino Unido, Phillip Hammond, afirmou nesta quarta-feira que a economia da região crescerá de forma mais lenta nos próximos anos do que o previsto anteriormente e que o governo não tentará fechar o déficit orçamentário até depois das eleições, em 2020.

Hammond, em seu discurso de outono no parlamento, declarou que a decisão do Reino Unido de sair da União Europeia (UE) – o Brexit – significa que a região vai crescer menos do que o estimado anteriormente.

A previsão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016 foi elevada de +2% para +2,1%. Já a previsão do PIB para 2017 foi reduzida de uma lata de 2,2% para 1,4% e, para 2018, a previsão também foi reduzida, de crescimento de 2,1% para 1,7%.

O ministro de Finanças também disse que o governo planeja pegar mais dinheiro emprestado para investir em infraestrutura, na tentativa de impulsionar a produtividade. Hammond afirmou que o Reino Unido irá alocar 23 bilhões de libras em um novo fundo de investimento nacional de produtividade. Ele também anunciou um fundo de infraestrutura de moradia de 2,3 bilhões de libras e um plano de investimento de mais de 1 bilhão de libras em infraestrutura digital.

Segundo Hammond, o trabalho do governo após o Brexit será impulsionar a economia para garantir que possa lidar com qualquer turbulência relacionada com a questão, assim como enfrentar problemas de longa data, como a baixa produtividade e crescimento regional desequilibrado. Ele também afirmou que a economia do Reúno Unido tem mostrado “força e resistência” desde a vitória do Brexit.

“Nossa tarefa é preparar nossa economia para ser resiliente no momento em que saímos da UE e nos ajustamos às transições que seguirão”, disse.

Hammond afirmou que ao invés de um superávit orçamentário no começo de 2020, o Reino Unido agora, segundo estimativas, deve lidar com um déficit de 21,9 bilhões (US$ 27,2 bilhões), como reflexo de menores receitas fiscais, resultado de um crescimento mais fraco.

 

Fonte: Dow Jones Newswires