Uma greve de dois dias iniciada nesta terça-feira promete piorar a vida dos centenas de milhares de usuários da linha de trem que une o sul da Inglaterra a Londres, a pior do país. Os 2.284 serviços diários da Southern Rail, que transporta uma média diária de 300.000 pessoas, foram cancelados, na maior greve ferroviária em mais de 20 anos no Reino Unido.

Como resultado, a normalmente movimentada estação de Victoria – principal destino dos trens da linha – estava nesta terça-feira muito calma. A greve de 48 horas é a primeira de uma longa série no período de Natal e em janeiro, com a próxima marcada para sexta-feira.

Os sindicatos – Aslef e RMT – decretaram a greve em protesto pelo projeto da empresa de automatizar a abertura e o fechamento das portas dos vagões, um trabalho que até então era realizado por um funcionário.

Consideram que a segurança piorará como resultado da medida.

A Southern Rail opera a linha que une Londres a localidades como Brighton, Lewes e outras da costa do sudeste do país, lugares favoritos de milhões de pessoas para fugir dos altos preços das casas em Londres e dos inconvenientes de viver em uma grande cidade – saturação nas escolas, saúde…

“Lamentamos sinceramente que os serviços da Southern estejam parados hoje. Estas greves são totalmente injustificadas”, lamentou em um comunicado a Southern Rail, que na segunda-feira perdeu seu último recurso judicial para tentar proibir a greve.

Govia Thameslink é a empresa ferroviária proprietária da Southern Rail, além da Thameslink, Great Northern e Gatwick Express, e a que ostenta, de longe, o pior serviço do país, responsável por 35,6% de todos os cancelamentos de trens que ocorrem anualmente no Reino Unido.

 

As informações são da Agência AFP