A BBC trouxe em seu site na última sexta-feira uma reportagem alertando para a votação contra o uso do artigo 50 do Tratado de Lisboa para dar início ao Brexit. Isso porque Alta Corte do Reino Unido decretou que o Governo não pode arrancar com o processo de saída da União Europeia (UE) sem consultar o Parlamento. O governo recorreu e a decisão final será dada pela Suprema Corte em dezembro.

Antes que isso ocorra, no entanto, de acordo com o líder democrata liberal Tim Farron, liberais democratas e os membros do Parlamento que fazem parte do Partido Trabalhista já “estão tentando reverter o resultado do referendo”. “O Artigo 50 não vai prosseguir a menos que haja um referendo sobre os termos da saída e se os britânicos não forem respeitados”, afirmou.

De acordo com o que o líder dos liberais democratas explicou à estação de rádio da BBC, isso “sim, é uma linha vermelha e votaremos contra o Governo”. A primeira-ministra britânica, Theresa May, planejava dar início ao processo de saída do Reino Unido da comunidade o mais rapidamente possível, acionando de forma unilateral o Artigo 50 do Tratado de Lisboa e abandonar a UE sem o aval dos deputados.

Contudo, a governante não teve autorização para avançar com a medida. Na opinião dos juízes, levando em consideração o fato de o Reino Unido ter aderido à UE por decisão do Parlamento Britânico, só esta instituição poderia decidir sobre a saída. Caso o Supremo determine que o Parlamento tem mesmo de ser consultado, os deputados poderão votar sobre o assunto ainda antes de março de 2017, prazo apontado pela primeira-ministra Theresa May para invocar o artigo 50 e iniciar um processo de negociação de dois anos com a UE.

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Com agências internacionais