Mesmo após a decisão por deixar a União Europeia, o Reino Unido continuará sendo contrário a qualquer ideia de um exército europeu. “Nós concordamos com o fato de que a Europa deve fazer mais para responder aos desafios do terrorismo e da imigração”, disse o ministro britânico da Defesa, Michael Fallon, antes de uma reunião de ministros da Defesa da União Europeia (UE), na terça-feira, em Bratislava.

Mas Londres “continuará contrária a qualquer ideia de um exército europeu ou de um quartel-general para algo como Forças Armadas europeias, algo que simplesmente abalaria (a autoridade da) a Otan”, disse. A Otan deve continuar como a “pedra angular da defesa europeia”, afirmou.

Fallon discursou numa reunião com os 27 países membros da União Europeia em Bratislava, onde os líderes europeus acordaram, no início do mês, aumentar os esforços militares conjuntos.

Fallon recordou também que não existe a maioria necessária para a formação de um exército único europeu, quando questionado se o Reino Unido tenciona vetar os planos sobre eventuais mudanças a nível militar. “Assim como nós, há outros países que acreditam que (um exército único) atinge profundamente a soberania individual dos Estados membros”, acrescentou.

Para Fallon, o Reino Unido vai continuar a insistir na contribuição de Londres nas questões relacionadas com a defesa da Europa, no quadro da Aliança Atlântica. “Nós estamos a abandonar a União Europeia mas continuamos empenhados na segurança da Europa e vamos estacar mais tropas para a Polônia e para a Estônia, no próximo ano”, garantiu.

Com agências internacionais