A taxa de desemprego no Reino Unido caiu para 4,9% entre maio e julho, obtendo o nível mais baixo desde setembro de 2005. No mesmo período de 2015, foram anotados 5,5%, de acordo com o Escritório para Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês). O resultado sugere que o mercado de trabalho britânico se mantém sólido, apesar da decisão do Reino Unido de votar por sua saída da União Europeia. O plebiscito para o Brexit aconteceu em 23 de junho.

Em número de pessoas, isso quer dizer que 1.63 milhões estão desempregadas no país, sendo desemprego considerado tanto os desempregados que beneficiam de subsídio de desemprego como os que não. Ou seja, 39 mil menos desempregados do que nos três meses precedentes.

O emprego se mantém “resistente” antes e depois da votação para deixar a UE, apesar das previsões de um choque econômico, segundo analistas. Em entrevista à BBC, Kallum Pickering, economista do Berenberg, afirmou que embora “ainda seja cedo, o mercado de trabalho do Reino Unido não mostra qualquer efeito do Brexit para o período imediatamente antes e depois da votação 23 de junho.”

Sua análise sobre os dados do ONS mostrou que a taxa de desemprego caiu para 4,7% em julho, o primeiro mês desde a votação que confirmou o desejo dos britânicos em sair da União Europeia.

Também à BBC, Ben Brettell, economista da Hargreaves Lansdown, disse que “o mercado de trabalho do Reino Unido mostrou-se resistente no rescaldo da votação para deixar a UE. Esta é a última peça de evidência que mostra a economia se saiu melhor do que o esperado desde referendo”.

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Taxa de desemprego caiu no Reino Unido no último trimestre

Em relação à taxa de emprego, a ONS indicou que esta foi de 74,5% em julho, a mais alta desde 1971. O total de pessoas empregadas atingiu o nível recorde de 31,8 milhões de pessoas. Quase três quartos das pessoas que podem trabalhar têm emprego, uma taxa recorde, de acordo com o órgão.

Segundo os dados divulgados, em julho, 23,25 milhões de pessoas trabalhavam no Reino Unido em período integral, e 8,5 milhões de pessoas em período parcial, respetivamente mais 434 mil e 126 mil do que no mesmo mês de 2015.

O número de pessoas com subsídio de desemprego durante o mês de agosto, dois meses depois do triunfo do ‘Brexit’ no referendo sobre a saída do país da União Europeia (UE), subiu para 771 mil pessoas, mais 2.400 pessoas do que no mês anterior, adiantou o ONS.

Ainda de acordo com a agência, os salários médios dos trabalhadores aumentou 2,3% em julho, em comparação ao mesmo mês de 2015, após subirem 2,3% no trimestre até junho e superando a projeção do mercado, de alta de 2,2%.

 

Com agências internacionais