O trabalho do príncipe William tem “momentos sombrios”. Assim o Duque de Cambridge definiu algumas passagens como piloto de ambulância aérea. Em entrevista à BBC, ele contou um pouco sobre sua rotina de trabalho. De acordo com William, alguns acontecimentos ficam marcados na memória. “Você não tentar tirá-los (da cabeça), mas às vezes pode ser bastante difícil”.

“Acho que o maior desafio que já enfrentei foi lidar com queimados graves. Há uma situação em particular que eu recordo sempre, foi muito desagradável e a equipe médica fez tudo o que podia, mas a vítima não tinha salvação. Há situações profundamente tristes, momentos muito pesados. E nós falamos muito sobre isso, porque a melhor maneira de lidar com essa carga negativa é falar sobre as coisas”, garantiu.

William, 34, diz que aprecia as exigências do trabalho, porque ele sente que está “fazendo uma contribuição” à sociedade. “Eu fico realmente ansioso para vir aqui todos os dias. Eu gosto muito de trabalhar em equipe: isso é algo que meu outro emprego não necessariamente me oferece”, acrescentou.

Pilotar uma ambulância aérea foi a maneira encontrada para desempenhar um novo papel fora dever real, após o final da sua carreira militar como piloto de resgate da RAF em 2013. Nenhum membro da família real em linha direta ao trono tinha feito isso anteriormente. Todos se dedicaram ao deveres reais em tempo integral.

Normalmente, a progressão para o trono demanda algum tempo nas forças armadas, seguido por mais anos de dever real em apoio do monarca até ascender ao trono, como faz o príncipe Charles, pai de William.

Como explicou em uma entrevista no início do ano, enquanto sua avó continua “extremamente ativa no comando da família real” e com seu pai “incrivelmente ocupado” com suas instituições de caridade e outras atividades, o Duque sentiu que há “tempo e espaço para explorar outros meios de fazer um trabalho que vale a pena “.

William serve a Bond Air Services, operadora que serve a East Anglian Air Ambulance, empresa de serviços de emergência, atendendo a todo tipo de chamada, e doa seu salário para a caridade. O príncipe, no entanto, sofre a pressão de alguns membros da imprensa britânica, que afirmam que o monarca trabalha poucas horas.

Com agências internacionais