Uma pesquisa divulgada pelo órgão ‘Which?’ mostra que os passageiros que utilizam serviço de trem no sudeste da Inglaterra são os mais insatisfeitos da Inglaterra. As operadoras Southeastern e Thameslink & Great Northern obtiveram média de aceitação de apenas 46% dos 6.986 entrevistados. Superlotação, trens sujos e alto preço das passagens estão entre as principais reclamações. Abellio Greater Anglia obteve aceitação de 47%, seguido pela Southern (48%) e Arriva Trains Wales (49%).

A Grand Central, empresa que gerencia os trens na costa leste do país, obteve a maior aceitação, com 79% de aprovação. A empresa recebeu cinco estrelas nos quesitos limpeza dos trens, qualidade dos acentos, pontualidade, confiabilidade e valor para o dinheiro investido. Hull Trains ficou na segunda posição, com 73% de aprovação.

De acordo com a pesquisa, um terço dos passageiros reclamaram de recentes atrasos nos serviços, com as empresas Arriva Trains Wales, Thameslink and Great Northern, First Great Western/Great Western Trains e Southern sendo as que mais receberam reclamações.

Aos meios de comunicação britânicos, o diretor da ‘Which?’ afirmou que o “relatório mostra que os passageiros estão recebendo um tratamento injusto das operadoras de trem…é evidente que as operadores necessitam melhorar seus serviços”.

A empresa Govia Thameslink Railway, que administra as linhas do Thameslink & Great Northern, Southern e Gatwick Express anunciou que sabem que “a satisfação dos passageiros está diretamente ligada à pontualidade e em conjunto com os nossos parceiros da Network Rail estamos trabalhando duro para melhorar nosso desempenho, reduzindo os atrasos”.

Já o porta-voz da empresa Southeastern disse que a empresa está realizando um programa de £70m de investimento, “reformando nossos trens e estações, proporcionando mais funcionários para lidar com os passageiros, melhorando a formação do serviço ao cliente e fornecendo mais informações em tempo real durante as viagens. A empresa segue trabalhando duro para melhorar a pontualidade e minimizar os atrasos”.

Os  6.986 passageiros foram entrevistados em novembro de 2015 e as perguntas foram relacionadas à viagens nos últimos 12 meses.