“Estar ou não estar juntos. Essa é a questão”. Esse foi o recado dado pelo presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk em sua conta no Twitter ao anunciar um pacote de medidas a serem adotadas para que os britânicos sigam fazendo parte da União Europeia. A mais polêmica das quatro propostas incluiu permitir ao Reino Unido suspender os benefícios fiscais para os imigrantes. Os mesmos só teriam tais benefícios após quatro anos de comprovação de trabalho no país.

Para o primeiro-ministro britânico David Cameron, que planeja organizar um referendo em junho sobre a permanência dos britânicos na UE, houve um “verdadeiro progresso” nas quatro áreas em que o Reino Unido quer reformas, mas “ainda há trabalho a fazer”, afirmou, também em sua conta no Twitter. Tusk também fez o anúncio em uma carta aos chefes de governo europeus.

As outras foram basicamente: permissão aos países da UE que não fazem parte da zona do euro, como o Reino Unido, de pedir mudanças nas propostas da UE que eles considerarem desfavoráveis e que os nove países que não utilizam a moeda única possam apresentar suas propostas e receber garantias necessárias sobre as decisões dos 19 países que utilizam o euro. Os detalhes ainda não foram apresentados.

O projeto divulgado diz que as novas regras começarão a valer a partir do momento que o Reino Unido decidir que continuará na União Europeia.

As propostas serão debatidas entre todos os sócios europeus na cúpula de 18 e 19 de fevereiro, em Bruxelas. (com agências internacionais)